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	<title>Da Correia Fotorreceptora &#187; ativismo</title>
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	<description>Sem tagline agora</description>
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		<title>O problema não é a guarda dos logs</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 18:49:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O substitutivo do Senador Azeredo foi aprovado no Senado e vai ser votado na Câmara. Depois da Comissão de Constituição e Justiça e depois de ter sido remendado pelo Senador Mercadante, ele está bem melhor. Não é mais um projeto que poderia significar o fim para a Internet brasileira, mas ainda é um péssimo projeto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_151" class="wp-caption alignleft" style="width: 150px"><a href="http://andreum.blog.br/pt/wp-content/uploads/2008/08/foto-eduardo-azeredo.jpeg"><img class="size-full wp-image-151" title="Sen. Eduardo Azeredo" src="http://andreum.blog.br/pt/wp-content/uploads/2008/08/foto-eduardo-azeredo.jpeg" alt="" width="140" height="175" /></a><p class="wp-caption-text">Senador Eduardo Azeredo</p></div>
<p>O substitutivo do Senador Azeredo foi aprovado no Senado e vai ser votado na Câmara. Depois da Comissão de Constituição e Justiça e depois de ter sido remendado pelo Senador Mercadante, ele está bem melhor. Não é mais um projeto que poderia significar o fim para a Internet brasileira, mas ainda é um péssimo projeto de lei, ele deveria ser corrigido, mas na falta dessa possibilidade, derrubado ou vetado.</p>
<p>A cobertura da imprensa tem focado na reação dos provedores e no custo de manter logs por 3 anos, mas isso é obviamente desprezível para os grandes provedores que reclamam. Eu acho que esse argumento é inepto e não consigo entender porque a Abranet escolheria um argumento tão fraco contra a lei. Eles optaram brigar por um detalhe insignificante e dão a impressão de que os outros argumentos contra o projeto de lei são igualmente fracos. Mas não são.</p>
<p><strong>Conexão?</strong> O projeto assume e nunca questiona a idéia de que os usuários se ligam à Internet através de “conexões”, que devem ser registradas e que os criminosos seriam identificados através desses endereços IP. O problema é que isso nem sempre é verdade. Mais e mais acessos são feitos à Internet sem “conexão” e cada vez mais frequentemente não possuem endereços IP únicos.</p>
<p>Toda comunicação feita pela Internet é feita entre endereços IP, então, de fato, tudo que se faz possui um endereço IP, mas endereços IP são um recurso limitado e <a title="Wikipedia | Esgotamento de endereços IP (em inglês)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/IPv4_address_exhaustion">em rápido esgotamento</a>(inglês). Devido a essa limitação, e por diversos outros motivos, muitos acessos à Internet hoje em dia, especialmente os que acontecem de dentro de redes locais, através de redes Wi-fi, ou que fazem uso de proxies para economia de banda, compartilham endereços IP através do mecanismo de <a title="Wikipedia | NAT (em português)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Network_address_translation">NAT</a>. Isso significa que já não é mais possível saber quem foi o responsável por um acesso, já que não há registro, exceto se se mantivesse um registro de tudo que foi feito, ou seja, o fluxo de navegação.</p>
<p><strong>Incompreensão. </strong>Os assessores do Senador dizem que não exigiram o registro de tudo que se faz na Internet, mas então eles precisariam ter analisado melhor o texto do projeto de lei. O que está escrito na lei precisa ser implementado, e essas implementações têm consequências. Quando se apontam essas consequências, o Senador e os assessores dizem que não foi o que eles disseram e que os críticos não leram o projeto de lei.</p>
<p>Esse comportamento tem sido uma constante em todas as iterações do projeto: sempre existiu uma diferença grande entre o que eles alegavam que estava na lei, e o que estava de fato escrito. O que vale, afinal, é o texto da lei, não as <a title="Google Discovery | Resposta do Assessor do Senador Azeredo" href="http://googlediscovery.com/2008/07/10/assessoria-do-senador-eduardo-azeredo-responde-a-carta-aberta-da-blogosfera/">explicações</a>. O fato de que o senador e seus assessores gostariam que o projeto de lei tivesse apenas consequências positivas não faz com que isso aconteça. Para isso é necessário uma redação correta e precisa e uma compreensão do assunto sobre o que se está legislando.</p>
<p>No caso da guarda dos logs, eles até estariam corretos, pedindo algo razoável, se se assumisse que são verdadeiras todas as seguintes condições:</p>
<ol>
<li>que existe um “responsável pelo provimento de acesso à Internet” para todo usuário;</li>
<li>que esse responsável é um provedor com recursos como Telefonica, Oi, iG, Terra ou UOL;</li>
<li>que todo acesso à Internet é feito com uma “conexão&#8221;;</li>
<li>que toda “conexão” possui um IP único;</li>
<li>que toda &#8220;conexão&#8221; gera um registro; e</li>
<li>que o problema é que esses registros não são guardados</li>
</ol>
<p>Mas essa não é a Internet que realmente existe.</p>
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