Good Copy Bad Copy na 31ª Mostra de Cinema de São Paulo

Aproveite a Mostra de Cinema para assistir ao filme Good Copy Bad Copy. Ele estáLogo da Mostra programado para ser exibido na Mostra de Cinema de São Paulo na sexta-feira às 14 horas. Como é um média metragem, ele foi colocado em uma sessão dupla com o filme Uma Outra Selinunte.

Para quem está em São Paulo e tem esse horário livre, vale a pena conferir, mas é bom checar antes, porque diversos filmes da Mostra tem tido o horário trocado.

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Via: Cinematógrafo

Tecnobrega na CNN

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O blog do projeto A2K, reproduz matéria da CNN sobre o Tecnobrega, estilo musical que tem um modelo não ortodoxo de divulgação, baseado na cópia e no plágio como ferramenta para divulgação e para atrair público para shows. Esse modelo foi apresentado no documentário Good Copy Bad Copy, sobre o qual eu falei aqui.

“Este ano, as gravadoras multinacionais vão lançar apenas 40 discos de artistas brasileiros, enquanto os artistas do tecnobrega vão lançar cerca de 400”, diz Ronaldo Lemos. “A indústria de discos argumenta que se a propriedade intelectual não é protegida não vai haver inovação. Mas o tecnobrega mostrou que isso não é verdade.

Claro que o cartel discorda:

“A associação brasileira anti-pirataria descarta tecnobrega como um movimento insignificante que faz pouco caso da pirataria, que ela diz custar à economia brasileira 2 milhões de empregos por ano e 15 bilhões de dólares em receita de impostos”.

“Pirataria no Brasil está prejudicanto a capacidade das indústrias de música e filmes de investir na próxima geração de talento local. Receitas menores de vendas correntes significam menos dinheiro para investir em novos artistas”, disse o diretor geral da associação, Andre Borges, quando anunciou o plano da indústra de processar usuários de downloads ilegais no Brasil.

15 Bilhões de dólares? Será que eles não podiam apresentar números menos risíveis?
O cartel quer manter o controle sobre quem faz sucesso e quem não faz, e não gosta de caminhos alternativos, que não passam por eles:

O esquema de distribuição nasceu da necessidade — poucas gravadoras estavam interessadas no tecnobrega, mas copiadores empreendedores descrobriram que havia um mercado a explorar.

E a idéia que o Cartel tem, de que somente o modelo de negócios nos quais eles se basearam pode remunerar artistas, não encontra eco no resultado para os músicos que abraçaram a cópia:

O tecnobrega é também um motor econômico — movimentando cerca de 5 milhões de dólares por mês através da economia de Belém, de acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vergas. O cantor médio ganha cerca de 850 dólares por mês — cerca de cinco vezes o salário mínimo em Belém, e um salário decente para um músico

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