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Sherwin Nuland conta sua experiência pessoal com eletrochoque

Sunday, November 4th, 2007

 Sherwin Nuland: My history of electroshock therapy

Sherwin Nuland é um cirurgião e escritor de sucesso. Nessa palestra de 2001, em inglês, ele conta sua experiência de como a terapia de eletrochoque salvou sua vida e permitiu a ele sair de um estado depressivo profundo, pelo qual ele estava internado em um hospital psiquiátrico, assombrado por pensamentos obsessivos e incapaz de funcionar normalmente. Os médicos mais experientes reunidos achavam que a única alternativa para ele seria uma lobotomia, mas um médico residente que o acompanhava pediu para que se tentasse o eletrochoque, e foi essa terapia que permitiu a Nuland controlar a depressão e retomar sua carreira e refazer sua vida.

A terapia eletroconvulsiva tem uma péssima fama, porque ela parece ser um tratamento bárbaro e mais uma tortura que uma terapia de verdade. Essa era a minha opinião, até que um psiquiatra conhecido e muito respeitado, e um grande humanista, pai de um amigo, disse que se a terapia de eletrochoque fosse proibida, ele a aplicaria escondido, porque ela salva vidas.

Ulrich Drepper sobre memória para programadores

Saturday, October 13th, 2007

Ulrich Drepper, programador do Kernel do Linux iniciou uma série de 7 artigos, em inglês, sobre memória na Linux Weekly News. Os artigos da área de kernel da LWN são leitura obrigatória para quem se interessa sobre programação em baixo nível.

Desta vez, ele fala sobre memórias DRAM, SDRAM, DDR e barramentos do ponto de vista de hardware.

As continuações devem ser sobre memória cache, memória virtual, NUMA (non-uniform memory access), instruções para programadores, ferramentas e tecnologia futura e devem ser publicadas com um intervalo de 1 a 2 semanas.

O capítulo 6, de instruções para programadores é o artigo principal, e vai utilizar as informações das outras para mostrar o que bons programadores, interessados em performance, devem saber. Aliás, se você está interessado em programar com alta performance em mente, eu recomendo fortemente o livro High Performance Computing, que eu acabei de descobrir que está esgotado.

Creature Comforts e o sotaque brasileiro

Wednesday, October 10th, 2007

Poster creature comforts
Um dos grandes clássicos da Animação é o curta Creature Comforts, do gênio Nick Park, que depois ainda fez Fuga das Galinhas e diversos curtas e um longa dos personagens Wallace and Gromit.

Em Creature Comforts, diversos animais do zoológico são entrevistados sobre sua situação, sobre o clima, comida, se gostam de viver atrás das grades. As entrevistas são reais, feitas com moradores de um conjunto residencial, um asilo de idosos e uma família de moradores em uma loja local e depois colocadas na boca de diversos animais, como ursos polares, tartarugas, uma gorila e um puma. O efeito é fantástico, mas não consegui encontrar nenhuma versão traduzida on-line.

De qualquer forma, em uma tradução talvez se perdesse a melhor parte, que é o sotaque brasileiro do puma reclamando da vida na Inglaterra e falando com saudades do Brasil. A seleção é ambígua, então quando ele fala sobre os ingleses, ele parece estar falando sobre os tratadores, e quando reclama da comida inglesa, ele fala sobre como a comida do zoológico parece mais com comida de cachorro do que comida própria para animais selvagens, reclamando da falta de carne fresca, já que no Brasil somos carnívoros, e não vegetarianos. Ele elogia os avanços tecnológicos ingleses, mas lembra que falta espaço para ele não se sentir como um objeto em uma caixa. O puma era aparentemente um amigo do Nick Park que vivia em um hotel e falava sobra sua própria situação.

Todos os principais erros de pronúncia e vícios de linguagens típicos de nós brasileiros aparecem nesse vídeo, incluindo, diversos “you know”. Além disso, ele pronuncia todas as vogais, incluindo as mudas, como em “In Brazil we are predominantly carnivorous” e “technological advances”, fala “world” como “word” e erra alguns tempos verbais, como em “to swimming” no lugar de “to swim”.

Como as outras animações, Creature Commons foi feito com massinha, um processo complicado e demorado que dá ainda mais crédito à peça. Ao ganhar o Oscar de de Melhor Curta de Animação de 1990, Nick Park conseguiu a proeza de ao mesmo tempo perder pelo filme “A Grand Day Out” com Wallace and Gromit, já que ele foi indicado duas vezes para a mesma categoria naquele ano.

Vale a pena ver esse filme:

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