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Você lê os contratos que assina?

Wednesday, October 3rd, 2007

Na apophenia, danah boyd fala sobre a importância de ler os contratos assinados. Eu preciso fazer isso para a minha empresa e normalmente eu não assino a primeira versão dos contratos que eu recebo.

Ela conta sobre um contrato que ela teria que assinar para poder dar consultoria para uma grande empresa. Por esse contrato, ela seria obrigada a participar de reuniões arcando com todos os custos, não receberia nada, não poderia prestar nenhuma consultoria para nenhuma empresa que pudesse ser vagamente considerada concorrente e ainda assumiria todos os riscos possíveis e imagináveis. Ela recusou, mas somente porque leu.

Por volta de 1998 ou 1999, no auge da bolha, um grande provedor de acesso, que estava para ser lançado, queria uma tecnologia que nós tínhamos desenvolvido, e queria com urgência. Eles aceitavam pagar o preço que nós pedíamos, mas nós precisávamos assinar um NDA antes de eles falaram para a gente sobre isso. Nós olhamos o NDA e não assinamos. O motivo? O NDA tinha sido feito aparentemente por uma empresa de Venture Capital e tinha como objetivo evitar a situação na qual o empreendedor negocia com duas empresas de Venture Capital ao mesmo tempo. Só que a forma como as palavras foram escolhidas impediriam, no nosso caso, que a nossa empresa prestasse qualquer serviço para qualquer empresa uma vez que tivéssemos discutido sobre ele com esse provedor.

Claro que essa não era a intenção do contrato que eles nos passaram, e conhecendo esse pessoal, sabemos que eles são sérios, mas foi o que eles efetivamente nos mandaram. Então pedimos para eles trocarem, mas como estava muito em cima da hora, eles resolveram fazer nossa contratação somente após o lançamento, quando não haveria mais necessidade de um NDA.

Nós poderíamos ter perdido o negócio, e a questão é: será que teria valido a pena? Eu acho que sim, porque se o que está escrito no contrato não condiz com a realidade e com o que é exigido, então por que eles apresentariam um contrato ao invés de fechar um acordo verbal? Não se deve contar com o fato de que se combinou outra coisa. Se você assina um contrato você está concordando com os termos e dando sua palavra, e isso deve ser levado muito a sério.

Aumento dos tamanhos dos planos de hospedagem

Tuesday, October 2nd, 2007

Insite

Desculpem se isso for soar como uma propaganda deslavada, mas eu queria ser o primeiro a avisar que nós acabamos de aumentar nossos planos de hospedagem da Insite. Nós dobramos os tamanhos de espaço e banda em todos os planos novos. Nosso plano de hospedagem mais barato agora tem 10 GB de espaço e 200 GB de limite de transferência. Os planos de revenda também foram dobrados, mas os planos Revenda IV e Revenda V foram eliminados, uma vez que com o tamanho deles, uma hospedagem dedicada se torna mais adequado, e estamos trabalhando para montar exatamente esse serviço dedicado, logo.

Se você já é cliente da Insite e ainda não aparecem os novos tamanhos no painel de controle, por favor, aguarde alguns dias, porque demora um pouco para essa alteração ser propagada para todos os clientes. De qualquer forma, enquanto isso não acontecer, não se preocupe que nós não vamos cobrar banda extra.

Como sempre acontece, essas atualizações de espaço podem levar a algumas migrações de hospedagens entre máquinas, como forma de garantir que vamos atender a todos os clientes. Tomamos sempre muito cuidado para garantir que esses aumentos são feitos sem sacrificar qualidade, mas às vezes alguns problemas surgem. De qualquer forma, não esperamos problemas, mas se surgirem, entrem em contato conosco pelo 0800.

Esses aumentos constantes que fazemos nos planos de hospedagem têm como objetivo permitir que sites cada vez maiores e com mais recursos possam existir. Dentro da Insite já tivemos muitos casos de sites que, apesar de não serem tão grandes, acabavam custando muito caro no modelo antigo de hospedagem, que prevaleceu até 2005 no Brasil. Com o novo modelo que surgiu com o plano Fit (apesar da modéstia, eu preciso reconhecer que ele foi um divisor de águas no mercado brasileiro), os sites já não precisam mais ficar pequenos por medo de usar banda demais. Isso faz parte da nossa visão para a Internet brasileira no futuro, com sites cada vez maiores, mais ricos e interessantes. Temos muito orgulho de todos os nossos clientes, cujos sites nem seriam possíveis há dois anos, ou seriam caros demais.

Agora voltamos à nossa programação normal.