Hacks surpreendentes de Johnny Lee

Johnny LeeNo TED deste ano, Johnny Lee demonstrou porque é tão admirado por seus fãs no youtube. Nesta apresentação (em inglês), ele demonstra o que é possível de fazer com o controle de R$140 do Nintendo Wii (no mercadolivre, sem jabá). Como esses controles tem uma câmera infra-vermelho, com resolução de 1024×768, são capazes de acompanhar pontos e tem suporte a bluetooth, é possível utilizar essas câmeras para outras aplicações.

A primeira aplicação que ele demonstrou foi uma interface utilizando os dedos, no estilo do filme Minority Report. Você coloca o wii remote em cima do monitor, voltado para você, junto com uma fonte de luz infra-vemelha, que ele dá dicas de como construir. O software identifica a posição das pontas dos seus dedos com um pouco de fita reflexiva e com isso você pode utilizar os dedos para controlar o computador, com um programa para Windows XP que pode ser baixado do site dele. Infelizmente, segundo ele isso é um projeto interessante, mas não é prático, porque manter as mãos no ar é muito cansativo. Aqui está o video original no youtube.

A segunda aplicação é um whiteboard. Nela, o wiimote é apontado para a superfície do monitor ou para uma superfície sobre a qual esteja sendo projetada a tela. Faz-se daí um apontador infra-vermelho, com um LED infra-vermelho, um botão interruptor e uma bateria. Ao pressionar-se o botão o LED acende e pode ser detectado pelo Wii Remote. Com o software que pode ser baixado do site ele pode substituir um mouse, permitindo trabalhar na superfície como se ela fosse sensível. Veja as instruções no youtube.

A terceira aplicação é um mecanismo para headtracking. Usando esse mecanismo um software especializado pode dar uma impressão de tridimensionalidade, alterando a imagem vista quando você mexe a sua cabeça. A demonstração é impressionante, e disponível também no youtube.

Essas apresentações foram colocadas no youtube há alguns meses e já tiveram milhões de visitas. E abaixo tem a apresentação no TED. Impressionante.

Jill Bolte Taylor: derrame e a felicidade

Jill Bolte Taylor é uma neuroanatomista, estudando o funcionamento do cérebro que teve a oportunidade de estudar um derrame em primeira pessoa.Em um relato comovente, ela conta sobre o funcionamento dos hemisférios do cérebro e a experiência da manhã em que um vaso rompeu dentro do seu cérebro e alterou sua vida e visão do mundo.

E eu senti essa sensação de paz, imagine como seria perder 37 anos de bagagem emocional. Eu sentia euforia, era lindo. E novamente meu hemisfério esquerdo voltou e avisou “você precisa prestar atenção, nós precisamos conseguir ajuda”. E eu pensei “eu preciso de ajuda. Eu preciso de foco”. Eu saí do banho e me vesti mecanicamente e eu pensei “eu preciso ir para o trabalho. Eu consigo dirigir?” E nesse momento meu braço direito ficou completamente paralizado do meu lado. E eu percebi: oh, meu Deus, eu estou tendo um derrame. E a próxima coisa que meu cérebro me disse foi: uau! Isso é tão legal! Quantos cientistas do cérebro tem a oportunidade de estudar o próprio cérebro de dentro para fora? E então passou pela minha mente: “Mas eu sou uma mulher ocupada! Eu não tenho tempo para um derrame!” 

Veja também: Sherwin Nuland conta sua experiência pessoal com eletrochoque

Sherwin Nuland conta sua experiência pessoal com eletrochoque

 Sherwin Nuland: My history of electroshock therapy

Sherwin Nuland é um cirurgião e escritor de sucesso. Nessa palestra de 2001, em inglês, ele conta sua experiência de como a terapia de eletrochoque salvou sua vida e permitiu a ele sair de um estado depressivo profundo, pelo qual ele estava internado em um hospital psiquiátrico, assombrado por pensamentos obsessivos e incapaz de funcionar normalmente. Os médicos mais experientes reunidos achavam que a única alternativa para ele seria uma lobotomia, mas um médico residente que o acompanhava pediu para que se tentasse o eletrochoque, e foi essa terapia que permitiu a Nuland controlar a depressão e retomar sua carreira e refazer sua vida.

A terapia eletroconvulsiva tem uma péssima fama, porque ela parece ser um tratamento bárbaro e mais uma tortura que uma terapia de verdade. Essa era a minha opinião, até que um psiquiatra conhecido e muito respeitado, e um grande humanista, pai de um amigo, disse que se a terapia de eletrochoque fosse proibida, ele a aplicaria escondido, porque ela salva vidas.