Ulrich Drepper, programador do Kernel do Linux iniciou uma série de 7 artigos, em inglês, sobre memória na Linux Weekly News. Os artigos da área de kernel da LWN são leitura obrigatória para quem se interessa sobre programação em baixo nível.
As continuações devem ser sobre memória cache, memória virtual, NUMA (non-uniform memory access), instruções para programadores, ferramentas e tecnologia futura e devem ser publicadas com um intervalo de 1 a 2 semanas.
O capítulo 6, de instruções para programadores é o artigo principal, e vai utilizar as informações das outras para mostrar o que bons programadores, interessados em performance, devem saber. Aliás, se você está interessado em programar com alta performance em mente, eu recomendo fortemente o livro High Performance Computing, que eu acabei de descobrir que está esgotado.
Acabei de assistir ao documentário Good Copy Bad Copy, produzido por dinamarqueses e que fala sobre a batalha sobre os copyrights, com direito a entrevistas com representantes da MPAA, The Pirate Bay, Laurence Lessig, Danger Mouse, Girl Talk e com uma boa parte apresentada por Ronaldo Lemos, do jeito que todo brasileiro gostaria de apresentar: com um copo de cerveja na mão, sobre a indústria cinematográfica da Nigéria e o movimento Tecno Brega de Belém do Pará, um contraponto interessante à argumentação do CEO da MPAA, segundo o qual, aparentemente, isso não seria possível.
O filme está disponível com uma licença Creative Commons.
Em Creature Comforts, diversos animais do zoológico são entrevistados sobre sua situação, sobre o clima, comida, se gostam de viver atrás das grades. As entrevistas são reais, feitas com moradores de um conjunto residencial, um asilo de idosos e uma família de moradores em uma loja local e depois colocadas na boca de diversos animais, como ursos polares, tartarugas, uma gorila e um puma. O efeito é fantástico, mas não consegui encontrar nenhuma versão traduzida on-line.
De qualquer forma, em uma tradução talvez se perdesse a melhor parte, que é o sotaque brasileiro do puma reclamando da vida na Inglaterra e falando com saudades do Brasil. A seleção é ambígua, então quando ele fala sobre os ingleses, ele parece estar falando sobre os tratadores, e quando reclama da comida inglesa, ele fala sobre como a comida do zoológico parece mais com comida de cachorro do que comida própria para animais selvagens, reclamando da falta de carne fresca, já que no Brasil somos carnívoros, e não vegetarianos. Ele elogia os avanços tecnológicos ingleses, mas lembra que falta espaço para ele não se sentir como um objeto em uma caixa. O puma era aparentemente um amigo do Nick Park que vivia em um hotel e falava sobra sua própria situação.
Todos os principais erros de pronúncia e vícios de linguagens típicos de nós brasileiros aparecem nesse vídeo, incluindo, diversos “you know”. Além disso, ele pronuncia todas as vogais, incluindo as mudas, como em “In Brazil we are predominantly carnivorous” e “technological advances”, fala “world” como “word” e erra alguns tempos verbais, como em “to swimming” no lugar de “to swim”.
Como as outras animações, Creature Commons foi feito com massinha, um processo complicado e demorado que dá ainda mais crédito à peça. Ao ganhar o Oscar de de Melhor Curta de Animação de 1990, Nick Park conseguiu a proeza de ao mesmo tempo perder pelo filme “A Grand Day Out” com Wallace and Gromit, já que ele foi indicado duas vezes para a mesma categoria naquele ano.
O Creative Commons é um projeto de licenciamento baseado integralmente na legislação vigente sobre os direitos autorais. As licenças do Creative Commons permitem que criadores intelectuais possam gerenciar diretamente os seus direitos, autorizando à coletividade alguns usos sobre sua criação e vedando outros. Ele é um projeto voluntário: cabe a cada autor decidir por seu uso e qual licença adotar. Existem várias modalidades de licenciamento, desde mais restritas até mais amplas. A licença mais utilizada do Creative Commons não permite o uso comercial da obra. A obra pode circular legalmente, mas quando utilizada com fins comerciais (por exemplo, quando toca no rádio ou na televisão comerciais), os direitos autorais devem ser normalmente recolhidos. Essa licença possibilita a ampla divulgação da obra, mas mantém o controle sobre sua exploração comercial.
O projeto tem sido criticado recentemente por representantes das sociedades que fazem a arrecadação e distribuição de direitos autorais, como a UBC (União Brasileira dos Compositores) ou o Ecad. Tais críticas são compreensíveis. Essas sociedades vivem há muito tempo uma crise de legitimidade de duas naturezas: interna e externa. Interna porque precisam conviver com a insatisfação permanente de seus próprios membros. Apesar do aumento significativo da arrecadação do Ecad (de 112 milhões em 2000 para 260 milhões de reais em 2006), esses recursos ainda não chegam adequadamente à maioria dos autores. Quando chegam, isso ocorre após a dedução de taxas de administração que não são estabelecidas pelo mercado, mas arbitradas, já que o Ecad detém o monopólio sobre sua função.
A segunda crise de legitimidade é externa. Com o surgimento da cultura digital, o número de pessoas que passaram a criar obras intelectuais multiplicou-se enormemente. Enquanto isso, todas as sociedades arrecadadoras do mundo, quando reunidas, representam menos de 3 milhões de autores. É muito pouco. Esse baixo número de representados contrasta com o crescente número de novos criadores na era digital, ansiosos por modelos inovadores de gestão e exploração das suas obras.
O Creative Commons ajuda a atender parte desses anseios e por isso é criticado. Já as sociedades arrecadadoras, por sua vez, permanecem com um grave dilema institucional. Ao verificar o estatuto do Ecad, por exemplo, nota-se que o poder de voto dentro da instituição é dado de acordo com o volume de recursos arrecadados por suas sociedades-membro no ano imediatamente anterior. Ou seja, quem arrecada mais dinheiro tem mais voto. É uma representatividade não de pessoas, mas de poder econômico (em vez de democracia, plutocracia). Isso praticamente inviabiliza o surgimento de novas associações de autores. Especialmente associações que reúnam a nova geração de músicos, por natureza arredios à ineficiência, à burocracia e à ausência de transparência.
Quando um artista licencia sua obra através do Creative Commons, ele não abdica de maneira alguma dos direitos sobre ela. Ele permanece a todo momento como dono da totalidade dos direitos sobre a sua criação. Essa situação é diferente, por exemplo, do modelo em que criadores intelectuais transferem a totalidade dos seus direitos para um intermediário. Nessa situação, sim, o criador deixa de ser o dono de sua obra. A partir desse momento, nada mais pode fazer com ela. É inegável que autores e criadores têm o direito de optar sobre como explorar sua obra. Mas é claramente do seu interesse poder conjugar a manutenção dos seus direitos com a distribuição e exploração de suas obras. Quando um grupo musical como o Mombojó licencia suas músicas através do Creative Commons, isso não impede — se o grupo assim desejar — o lançamento de disco com essas músicas por uma gravadora. Ao contrário, maximiza o alcance da sua criação, legalmente, enquanto preserva o controle sobre sua exploração econômica.
Esse é apenas um dos caminhos que os criadores da nova geração estão interessados em trilhar. O desafio é inventar novos modelos, gerando formas de sustentabilidade econômica mais eficientes e democráticas para a criação intelectual, mais adequados à nova realidade digital. Trata-se de um desafio para toda a sociedade.O Ministério da Cultura tem sido elogiado no Brasil e no mundo por ter abraçado essa discussão, incentivando a busca de soluções criativas para seus impasses. Por causa desse pioneirismo, o ministro Gilberto Gil realizou o discurso de abertura da assembléia geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual em Genebra no ano passado, convite raro para autoridades brasileiras.
O Creative Commons responde apenas por permitir algumas possibilidades de experimentação, que já foram adotadas por muitos artistas zelosos de seus direitos. Apesar de voluntário, hoje existem cerca de 150 milhões do obras licenciadas através do projeto. Ao mesmo tempo, seu escopo vai muito além das obras musicais. Um dos seus aspectos mais importantes é o chamado Science Commons, que fortalece e amplia a disseminação do conhecimento científico. Assim, o Creative Commons demonstra que, nesta época de grande autonomia gerada pela tecnologia digital, é possível que o direito autoral seja exercido diretamente, e com grande facilidade e praticidade, pelos autores e criadores, e não apenas através de intermediários.
RONALDO LEMOS é diretor do Creative Commons no Brasil.
O Marmota relembra uma história de 2002 em que um grupo de pesquisadores tentou encontrar a piada mais engraçada do mundo, distribuindo piadas entre grupos diversos de pessoas e contando os votos e chegando a uma piada que disseram ser a mais engraçada do mundo, que seria a seguinte:
Dois caçadores estão em uma floresta quando um deles desmaia. Ele não parece estar respirando e seus olhos estão estáticos. O outro caçador pega o seu celular e liga para o serviço de emergência. Ele diz: “Meu amigo está morto! O que posso fazer?”. O operador responde: “Acalme-se, posso ajudar. Primeiro, temos que ter certeza que ele está morto.”. Há alguns segundos de silêncio e um tiro de espingarda é ouvido. De volta ao telefone, o caçador diz: “Ok, e agora?”
Mas e daí eu pergunto: será que é possível existir um ranking de piadas engraçadas? Piadas me parecem ligadas ao contexto. A minha opinião sobre uma piada varia de acordo com a hora do dia, do que eu estava fazendo logo antes, do livro ou da notícia que eu li, da forma como são contadas, e muito poucas piadas tem graça na segunda vez que se ouve.
E o que quer dizer uma boa piada? Uma que me faz rir muito, um uma que muitas pessoas vão achar engraçado? Piadas são a representação oral de memes, que seguem regras para replicação, adaptação e mutação, então elas precisam ser apropriadas ao contexto de outros memes presentes no ambiente para se replicarem. Até as nunces na escolha de palavras podem fazer diferença para uma boa piada.
Mas na verdade, todos sabem que a piada mais engraçada do mundo já era conhecida e apareceu no famoso sketch do Monty Python The Funniest Joke in the World, mas era tão boa que se tornou uma arma mortal durante a segunda guerra mundial.
O famoso Gilson Schwartz, de quem o Edneydeve se lembrar muito bem, graças ao debate do Estadão, convoca para uma manifestação por democracia e transparência na concessão de rádio e TV.
Manifestação por democracia e transparência nas concessões de rádio e TV
Vejam abaixo chamado para manifestações por democracia e transparência nas concessões de rádio e TV, que acontecem nesta sexta, 5/10, em diversas capitais do país.
Os atos são chamados pelo coletivo “Intervozes”, pela “Coordenação de Movimentos Sociais” e por diversas entidades que lutam pela democratização da comunicação. Marcam o lançamento da campanha “Concessões de Rádio e TV: quem manda é você!”.
Em São Paulo, o ato acontecerá na Avenida Paulista. A concentração terá início às 12h, em frente ao prédio da Gazeta (av.Paulista, 900), passará pelo Masp e terminará em frente ao prédio do Grupo CBS (esquina da Paulista com a Rua Augusta), onde ficam as rádios Scalla, Kiss, Mundial, Terra e Tupi, esta última com outorga vencida há 17 anos.
Ela conta sobre um contrato que ela teria que assinar para poder dar consultoria para uma grande empresa. Por esse contrato, ela seria obrigada a participar de reuniões arcando com todos os custos, não receberia nada, não poderia prestar nenhuma consultoria para nenhuma empresa que pudesse ser vagamente considerada concorrente e ainda assumiria todos os riscos possíveis e imagináveis. Ela recusou, mas somente porque leu.
Por volta de 1998 ou 1999, no auge da bolha, um grande provedor de acesso, que estava para ser lançado, queria uma tecnologia que nós tínhamos desenvolvido, e queria com urgência. Eles aceitavam pagar o preço que nós pedíamos, mas nós precisávamos assinar um NDA antes de eles falaram para a gente sobre isso. Nós olhamos o NDA e não assinamos. O motivo? O NDA tinha sido feito aparentemente por uma empresa de Venture Capital e tinha como objetivo evitar a situação na qual o empreendedor negocia com duas empresas de Venture Capital ao mesmo tempo. Só que a forma como as palavras foram escolhidas impediriam, no nosso caso, que a nossa empresa prestasse qualquer serviço para qualquer empresa uma vez que tivéssemos discutido sobre ele com esse provedor.
Claro que essa não era a intenção do contrato que eles nos passaram, e conhecendo esse pessoal, sabemos que eles são sérios, mas foi o que eles efetivamente nos mandaram. Então pedimos para eles trocarem, mas como estava muito em cima da hora, eles resolveram fazer nossa contratação somente após o lançamento, quando não haveria mais necessidade de um NDA.
Nós poderíamos ter perdido o negócio, e a questão é: será que teria valido a pena? Eu acho que sim, porque se o que está escrito no contrato não condiz com a realidade e com o que é exigido, então por que eles apresentariam um contrato ao invés de fechar um acordo verbal? Não se deve contar com o fato de que se combinou outra coisa. Se você assina um contrato você está concordando com os termos e dando sua palavra, e isso deve ser levado muito a sério.
Astronomia: do excelente Astronomy Picture of the Day: uma ejeção coronal roubou a cauda do cometa Encke, que está no interior da órbita de Mercúrio. Um filme (em gif animado) registra o momento em que isso acontece, montado com fotos tiradas pela sonda Stereo A a cada 45 minutos. A perda da cauda deve ter acontecido não por impacto com a ejeção coronal, mas da interferência eletromagnética com a cauda, que nada mas é que material evaporado do cometa e empurrado pelo vento solar.
A missão STEREO é composta por duas sondas que foram lançadas no ano passado com o objetivo de monitorar o Sol com imagens estereoscópicas, ou seja, imagens tridimensionais de eventos relacionados ao chamado “tempo solar”, como emissões coronais, e manchas solares.
Desculpem se isso for soar como uma propaganda deslavada, mas eu queria ser o primeiro a avisar que nós acabamos de aumentar nossos planos de hospedagem da Insite. Nós dobramos os tamanhos de espaço e banda em todos os planos novos. Nosso plano de hospedagem mais barato agora tem 10 GB de espaço e 200 GB de limite de transferência. Os planos de revenda também foram dobrados, mas os planos Revenda IV e Revenda V foram eliminados, uma vez que com o tamanho deles, uma hospedagem dedicada se torna mais adequado, e estamos trabalhando para montar exatamente esse serviço dedicado, logo.
Se você já é cliente da Insite e ainda não aparecem os novos tamanhos no painel de controle, por favor, aguarde alguns dias, porque demora um pouco para essa alteração ser propagada para todos os clientes. De qualquer forma, enquanto isso não acontecer, não se preocupe que nós não vamos cobrar banda extra.
Como sempre acontece, essas atualizações de espaço podem levar a algumas migrações de hospedagens entre máquinas, como forma de garantir que vamos atender a todos os clientes. Tomamos sempre muito cuidado para garantir que esses aumentos são feitos sem sacrificar qualidade, mas às vezes alguns problemas surgem. De qualquer forma, não esperamos problemas, mas se surgirem, entrem em contato conosco pelo 0800.
Esses aumentos constantes que fazemos nos planos de hospedagem têm como objetivo permitir que sites cada vez maiores e com mais recursos possam existir. Dentro da Insite já tivemos muitos casos de sites que, apesar de não serem tão grandes, acabavam custando muito caro no modelo antigo de hospedagem, que prevaleceu até 2005 no Brasil. Com o novo modelo que surgiu com o plano Fit (apesar da modéstia, eu preciso reconhecer que ele foi um divisor de águas no mercado brasileiro), os sites já não precisam mais ficar pequenos por medo de usar banda demais. Isso faz parte da nossa visão para a Internet brasileira no futuro, com sites cada vez maiores, mais ricos e interessantes. Temos muito orgulho de todos os nossos clientes, cujos sites nem seriam possíveis há dois anos, ou seriam caros demais.
Respondendo a uma pergunta, feita durante uma visita a um supermercado: Com o aumento do consumo de sushi no mundo, e novas técnicas de pesca os atuns devem desaparecer do Mediterrâneo nos próximos anos. Os atuns pescados hoje em dia tem menos de 200kg, ao invés dos 500 kg que eram comuns há 10 anos.
Com isso, o atum pode dividir o destino do Esturjão, o peixe que produz o caviar, que também é muito grande e também está desaparecendo.
Ambos os peixes são predadores que se alimentam de outros peixes. Seu desaparecimento pode levar a uma superpopulação desses outros peixes e à extinção de animais e plantas dos quais esses peixes por sua vez se alimentam.
Fonte: Reuters
Eu acabei de fazer o upgrade para o Wordpress 2.3. Fiquei alguns momentos fora do ar graças a isso, porque eu não me dei ao trabalho de checar quais plug-ins eram incompatíveis antes de tentar o upgrade. Descobri que vários eram, e daí voltei o back-up e procurei os upgrades.
Quando vocês forem pensar em fazer esse upgrade, não esqueçam de rodar o Upgrade Preflight check. Depois de fazer upgrade dos plugins que esse plugin identificou foi só questão de colocar o pacote aberto no lugar do antigo e daí fazer o upgrade da base, como de praxe.
Eu converti as categorias para tags, coloquei o widget de tagcloud no lugar do widget de categorias, e agora estou adicionando novas tags nos posts aos poucos.
O Cardoso diz em um post que TODO é pra jacu. Ele comenta sobre a dificuldade que é fazer todas as tarefas que há para fazer no dia, e como priorizar.
Ele reclama e cita diversas estratégias: apenas tarefas pequenas, fazer primeiro as complicadas, fazer as mais urgentes, atribuir prioridades, fazer aleatoriamente e empurrar com a barriga. Segundo ele, nenhuma funciona, e ele vai tentar dividir o dia em pedaços e fazer uma tarefa em cada pedaço.
Ele fala que já leu os livros de auto-ajuda para empresários, que não resolveram muita coisa. Mas na verdade, o problema é que ele não leu o livro de auto-ajuda certo. Ele foi escrito por David Allen e se chama Getting Things Done em inglês e Produtividade Pessoal ou A Arte de Fazer Acontecer em português. Ele ensina uma técnica de organização para produtividade que é realmente muito boa e eficiente. Esse livro mudou a vida de mais de uma pessoa que eu conheço, eu incluso.
O melhor é mesmo ler o livro para ter uma idéia, mas os princípios funcionam até para alguém que é naturalmente desorganizado como eu e como metade das pessoas mais inteligentes que eu conheço:
Trabalhe com caixas de entrada;
Processe os itens dessas caixas de entrada constantemente, tomando decisões claras sobre: fazer uma tarefa imediatamente, colocar na lista de tarefas, arquivar, deixar para um dia futuro, delegar ou jogar no lixo;
Tenha um arquivo de referência à mão, bem organizado mas fácil de fazer e manter;
Mantenha uma ou mais listas de tarefas, apropriadas ao contexto;
Revise de tempos em tempos para garantir que as coisas estão andando bem;
Tire da cabeça as preocupações por não estar fazendo algo e confie na sua lista de tareas. Isso reduz muito o nível de stress. Não mantenha nada na cabeça;
Quebre todas as tarefas em pequenas ações realizáveis. Exemplo: ao invés de “cuidar do seguro do carro”, adicionar a tarefa “ligar para o corretor e pedir uma cotação para o seguro do carro”. Significa que quando você estiver lendo a lista de tarefas, você vai saber na hora que só precisa pegar o telefone, não precisa gastar um momento a mais pensando, cada vez que ler a lista, sobre quais os próximos passos necessários para cada tarefa.
A principal lição do livro, eu diria, é a de perder a paranóia de estar esquecendo de coisas que você precisa fazer. Tenha uma lista de tarefas e confie nela. Só isso já deve ter evitado o surgimento de muitos cabelos brancos para mim.
Agora, se você, depois de adotar isso, não conseguir realizar tudo que você precisa nos prazos que precisa, então é provável que você simplesmente tenha mais coisas para fazer do que você tem capacidade, e nesse caso você precisa de ajuda de outras pessoas, ou precisa abrir mão mesmo.
Continuando a discussão sobre ponto flutuante do post anterior, e aumentando minhas dúvidas sobre a humanidade. Alguém citou um exemplo de erro crasso é o bug da multiplicação do Excel, de que eu não estava ciente, mas eu abri um Excel 2007 e testei.
O bug é fácil de reproduzir.
Em uma célula qualquer, digamos A1, coloque o valor =850*77,1. Ele vai apresentar como resultado o valor 100000, quando o valor correto seria 65535. Programadores que se prezam vão identificar esse número como sendo especial.
Escreva, em outra célula (A2) uma referência à célula anterior, subtraindo 1, por exemplo, =A1 - 1. O resultado vai ser 65534. Ou seja, para o excel 100000 - 1 = 65534
Em uma terceira célula (A3), insira uma fórmula com a primeira célula somada a 1, por exemplo, =A1+1. O resultado vai ser 100001. Estranho, mas consistente com o primeiro resultado.
Para finalizar, em uma quarta célula (A4), insira a subtração da terceira célula e a segunda: =A3-A2. O resultado? 2. Ou seja, 100001 - 65534 = 2.
Isto é de programação em nível meio baixo, então se você não gosta de baixo nível, pode ser melhor pular este artigo.
Em uma lista da qual eu faço parte, mas que pelas próprias regras não pode ser nomeada (um tipo de lista Voldemort), alguém mencionou que na ferramenta de calculadora do Mac OS X, ao tentar executar a seguinte operação:
118398.42 * 2
Obtém-se o seguinte resultado:
236796.839999999997
Na hora eu lembrei das restrições de ponto flutuante com relação à incapacidade de expressar boa parte dos números, como no resultado acima. Um teste no excel deu o resultado correto: 236796.84, mas imaginei que isso fosse porque o Excel talvez utilize ponto fixo para essas contas, já que trata de dados financeiros, para os quais arredondamento é proibido.
Acontece que alguém surgiu com um algoritmo que eu nunca tinha visto e que realmente faz todo o sentido: ao invés de expressar todos os dígitos possíveis do número, simplesmente expresse o número mais simples cuja representação em ponto flutuante é equivalente ao número dado.
Se você fizer a conta, vai ver que 236796.84 == 236796.839999999997 e portanto e uma representação perfeitamente razoável para esse número em ponto flutuante. Então, por que motivo nós não aprendemos a fazer isso na faculdade ou nos cursos de computação? Por que eu nunca pensei nisso como sendo um problema?
Uma implementação em python está abaixo, bem como uma certa discussão sobre o motivo, e implementações que fazem isso corretamente (javascript, por incrível que pareça, faz). O autor acredita que parte da culpa é da restrição de acesso aos artigos da ACM: